domingo, 6 de fevereiro de 2011

80 gols perdidos e a derrota

Amigos esmeraldinos, que derrota dolorida. Após estar cara a cara com o arqueiro gambá por pelo menos 6 vezes durante a partida e desperdiçar todas as oportunidades, tomamos um contra-ataque, fizeram tabelinha na frente de nossa zaga e perdemos o jogo.

Pra nossa alegria, mesmo perdendo, pudemos zombar do time da marginal sem número durante duas horas. Ademais, terminamos a semana na liderança do campeonato e eles, eliminados da pré-libertadores. Ou seja, o saldo ainda é positivo.

O Santos só empatou em casa e os leonores perderam pro foguinho. Mas..., para o Lance, deixaram de encostar nos líderes. Claro que o viés é sempre positivo mesmo perdendo. Lá nunca há crise.

Neste semana, o que de mais importante ocorrerá na vida do Palmeiras serão as eleições para o Conselho Deliberativo, cuja função primordial é a de eleger o próximo presidente do clube.

Falaremos bastante do assunto nos próximos dias, inclusive trazendo uma entrevista com o candidato que este editor-chefe apóia.

Apesar da derrota pros gambás, uma boa semana a todos e lembrem-se: Valdívia está voltando.

Prisco Palestra

Derby, Alex, Douglas, Rivaldo e Felipão

1 - Derby

Hoje tem Derby no Pacaembú, o jogo mais tradicional do estado e até do Brasil. Após a eliminação na fase de repescagem da Libertadores, o time da marginal sem número vem a campo sem os medalhões Ronaldo Jamanta e Roberto Ajeitador de Meias Carlos. Também não joga o mascarado Dentinho.

Já pelos lados do Verdão, Felipão tem o retorno de Kid Bengala, Kléber, Danilo e São Marcos. Fico pensando se Valdívia estivesse em campo,o que não faria com a gambazada. Mas, corretamente, a estréia do Mago deve ocorrer em até 15 dias, já que não faz sentido forçar o retorno do craque nesta fase do campeonato.

Pelo momento, deve dar Palmeiras. Mas o jogo deve ser duro, pegado e até violento. Se fizermos um gol no início do jogo, ouso dizer que meteremos um saco neles. E Tite não deve sobreviver a uma nova derrota.

Estarei lá, e mais tarde trago todos os detalhes da partida.

Forza Verdão!

2 - Alex

Renovou com o Fenerbach até julho de 2013 e frustrou o sonho do Palmeirense de contar com o craque para este ano. Adaptado à Turquia, ídolo da torcida, Alex marcol na partida de ontem e se mantém na artilharia da Liga Turca, com 13 gols em 19 jogos e chegou a 149 gols em 311 jogos.

Ou seja, em grande forma física e técnica, não havia mesmo motivo para retornar ao medíocre futebol brasileiro. Aliás, tenho a tese de que jogador que retorna da Europa, salvo exceções, é por que já não é o mesmo ou envolveu-se em confusão.

O futebol brasileiro precisa melhorar muito para ser atrativo aos grandes jogadores. A economia do País cresce, mas a mentalidade dos comandantes do futebol atrofia a cada dia. A impressão que tenho é que existe uma rede de pessoas que lucram alto com as transações milhonárias envolvendo os grandes craques brasileiros e que por isso acham que as coisas estão muito bem assim. Lamentável.

3 - Douglas

Ontem, foi ventilada pela imprensinha marrom a possiblidade de uma troca envolvendo o meia Douglas do Grêmio e o nosso lateral Vitor. Pra nós seria excepcional, principalmente depois que Cicinho assumiu a titularidade da posição e ainda temos o garoto Luis Felipe para a reserva.

Vitor foi contratado para ser titular mas nunca empolgou. Tenho a impressão de que o rapaz carece de personalidade para vestir o Manto Esmeraldino, apesar de ser um bom jogador. E no Grêmio, teria a oportunidade de comprovar essa tese já que o time gaúcho é especialista em recuperar atletas encostados. Exemplo claro é de Lucio, ex-lateral palmeirense, que consegue jogar bem por lá. Deve ser o Chimarrão.

4 - Rivaldo

Que ele é craque ninguém duvida. A questão é saber se aos 39 anos tem físico para suportar a intensidade dos jogos de nosso calendário. Estreiou bem contra a Linense no Panetone, mas com todo o respeito esse jogo não pode ser considerado parâmetro.

Uma vez mais, a imprensa maldita criou um factóide e aproveitou-se dele para arrumar confusão. Entrevistado ontem, Felipão negou que tivesse vetado a contratação de Rivaldo para o Palmeiras, explicando que o problema era a documentação, que impediria o craque de se transferir para o Verdão no ano passado. Ou seja, o negócio era apenas inviável.

Mas essa versão foi omitida pela imprensinha para que nosso técnico passe a ser o vilão da história. E infelizmente eles têm esse poder já que ontem, fui indagado por mais de uma pessoa se eu concordava com o veto do Felipão à contratação do craque. Ou seja, sempre fica valendo como verdade o que esses péssimos profissionais escrevem, e sabemos muito bem que não contamos com a simpatia da mídia esportiva.

Por isso, Prisco Palestra apóia a Mídia Palestrina, para que o palmeirense não seja desinformado e não adote postura pessimista por influência negativa desses Ohatas, Prados, Quartarollos, Nogueiras, Langs, etc...

5 - Felipão

Completa 300 jogos no comando do Palmeiras e merece a vitória. Tem identificação com a torcida, trabalha bem com jogadores desconhecidos e, podendo montar o time desde o início do ano à sua maneira, tem tudo para dar muitas alegrias à torcida palmeirense.

Vai Felipão!!!

Vai Palmeiras!!!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Medalhões ou desconhecidos?

Caros amigos, aproveitando um post de 6 de janeiro quando dizia -  “A experiência mostra que times que são mantidos por, pelo menos, 18 meses, ganham campeonatos. Tivemos boa experiência em 2004, quando mantivemos o “humilde” time da Série B que, na minha opinião, seria campeão brasileiro caso não vendêssemos o Vagner Love (mesmo assim, chegamos à Libertadores naquele ano)” -, gostaria de, a partir disso, debater um outro ponto. Na prática está valendo mais a pena investir em medalhões ou desconhecidos?

Se observarmos estritamente do ponto de vista de retorno financeiro e técnico a opção de se investir em desconhecidos vem parecendo mais vantajosa.

Em relação aos desconhecidos, ouve-se muito que a cada Pierre que dá certo, temos de encarar 10 Jeffersons. Pois fazendo uma análise dos medalhões, entendo que a proporção é a mesma senão pior. Tentei rememorar casos de jogadores que vieram ganhando mais de R$ 100 mil e que emplacaram nos clubes. Nesse aspecto, não vale Marcos, Rogério Ceni, Neymar e Cia. que ganharam aumento permanecendo nos clubes e por performance.
Acreditem, não foi fácil. Para cada Edmílson, Lincoln, Fernandão, Ricardinho, Daniel Carvalho, Edmundo, Dodô, Mozart, Carlos Alberto, Deco, Belleti e Felipe encontro um Elano. E, nos poucos casos que encontrei, havia uma característica em comum. Os times já estavam minimamente arrumados. Os medalhões, na maioria das vezes, são incapazes de serem os “salvadores da pátria”. Mesmo Kleber e Valdivia, no ano passado, não foram capazes de “salvar” o Palmeiras na Sul-Americana. Nesse ano, com o time mais encorpado, a realidade deve ser diferente.

Penso que isso ocorre por 2 motivos. O primeiro é a ciumeira do grupo que ganha salários menores (em alguns casos com relevantes atrasos) e o outro é a “falta de fome” de um jogador que já teve grandes conquistas e já ganhou muito dinheiro e tem dificuldade de encontrar motivação para jogar em Mirassol, por exemplo. Isso aliado à baixíssima cobrança por parte dos dirigentes (por medo ou excesso de respeito) e o circo está armado.

Voltando estritamente ao ponto de vista de retorno financeiro e técnico, os desconhecidos ainda trazem a vantagem de ao darem certo, gerarem uma bolada para o clube na venda (Diego Cavallieri). Claro que esse momento é favorável (após a vitória e liderança de ontem), mas me impressiona a diferença de interesse e disposição de um Cicinho e um Vitor, sendo que o primeiro ganha menos de 20% do que ganha o segundo. A diferença entre Luan e Lincoln e até de João Vitor e Edmilson. Vejam que não quero comparar técnica e, sim, comprometimento e, senão amor, respeito mínimo à camisa.

Minha conclusão é que o melhor é se investir em desconhecidos. O Corinthians de 2008/2009 tinha Chicão, Willian, Jorge Henrique, Alessandro, Elias, Christian, André Santos, etc...O São Paulo tri-campeão tinha Josué, Mineiro, Borges, Danilo, Hernanes, etc...Todos à época eram mistura de promessa com refugo. E deram certo.

Como o futebol ficou muito caro, não dá mais para repetir a Parmalat que montou um esquadrão. E mesmo à época os jogadores eram jovens, “com fome” e alguns vindo de times do interior paulista (Roberto Carlos, Edilson, Edmundo, Cleber, etc...). Ano após ano as tentativas de esquadrão ficaram mais caras e com menos retorno. O Corinthians do Hicks ganhou, o Flamengo da ISL naufragou e o Corinthians do Kia só ganhou daquele jeito e sem encantar ninguém. Mesmo o Fluminense da Unimed dependeu mais dos garotos de Xerém que de Fred, Deco e Belletti que se contundiram ou foram banco.

Claro que a estratégia de se investir em desconhecidos pressupõe algo básico e, paradoxalmente, nem sempre simples. Que os “olheiros” e empresários sejam profissionais e não pertencentes à uma máfia que visa sangrar o clube (na maioria das vezes com conivência ou incompetência dos dirigentes). Outro ponto, evidentemente, é a questão de não se levar a estratégia à ferro e fogo. Você pode priorizar a estratégia e incluir no elenco 1 ou 2 valores para encorpar o time. O Palmeiras de 2011 tem isso com Kleber e Valdivia que, além de darem uma colaboração na parte técnica, são identificados com a torcida e isso ajuda a acalmar os ânimos de nossa exigente torcida, mesmo nos piores momentos.

Porém, no Palmeiras, argumentar isso virou político e quase ideológico. Defender o que coloquei acima significa ser tachado de bom e barato e, no limite, defensor do Mustafá. Não se trata disso até porque o Mustafá conseguiu criar o caro e ruim. Sou defensor do bom, eficiente e a um preço justo. O ponto acima é tentar enxergar para onde está caminhando o futebol brasileiro e os últimos casos de sucesso.

Abraços,
Marcelo, o Racional

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Piadas em homenagem ao time da marginal



“- Alô! É da Libertadores?
- É sim.
- O Corinthians está?
- Não. Já saiu!”
  

- O Corinthians tinha um sonho, o Ronaldo comeu!

- Corinthians na Libertadores, qual é o nome do filme? À espera de um milagre!

- Gordo é o Ronaldo, mas quem faz jejum é o Corinthians

- Corinthians na Libertadores é igual Chaves. Todo mundo sabe o final, mas vê pra dar risada..

- Ser eliminado na Libertadores é humano. Ser eliminado na pré-Libertadores é ser corintiano

- “Corinthians, vem sonhar Libertadores aqui fora, vem”, diz Pedro Bial

- O Corinthians é que nem a Derci Gonçalves… Com 100 anos e ainda fazendo todo mundo dar risada

- Semi em 2000. Quartas em 2006. Oitavas em 2010. Pré em 2011. Na próxima o Corinthians será eliminado no sorteio

- Corinthians Paulista: 100 anos ensinando que o importante é competir

-  No jogo War, quando o objetivo é conquistar a América, o Corinthians sempre sai do jogo

- Corinthians é eliminado de três Libertadores seguidas e pede música no Fantástico

-  O gramado está reclamando do péssimo estádio do Corinthians                           

- “O que a laranja falou pro Corinthians?” “Hoje eu TO-LIMA”

100% - Que dia feliz!!!

HOJE

Hoje é quarta-feira, 02 de fevereiro de 2011.

Hoje, o Palmeiras venceu o Mirassol por 1 x 0 e assumiu a liderança do Campeonato Paulista, mostrando força e bons jogadores contratados para este ano. Felipão mostra que tem o time na mão. E não jogaram Kleber, Valdívia, Kid, Marcão, Danilo, etc...

Hoje, o time da MSN (Marginal Sem Número) foi batido inapelavelmente pelo poderoso Tolima da Colômbia, por 2 x 0 e foi eliminado na Pré-Libertadores. Verdade. Nem chegou a disputar a competição. Caiu na repescagem.

Hoje, o gambá que mora aqui no prédio ao lado e que costuma gritar na janela "Vai Curintia", está em silêncio, como em um velório. Já tomou vários "Chupa Gambá".

Hoje, pudemos ver Cléber machado narrar com voz de cemitério os dois gols do Tolima.

Hoje, os diretores da Globo dormirão mais tristes.

Hoje, o time da Marginal caiu na real e percebeu que não tem passaporte. É time de rodoviária.

Por isso hoje eu grito: CHUPA GAMBÁ!!!!!!!!!!!!!!!!

AHAHAHAHAHAHAHAHHAHA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fábio, Gambás e Conselheiros

1 - Fabio

Está surgindo mais um grande goleiro na incrível fábrica alviverde. Trata-se de Fábio, atualmente 4º arqueiro, mencionado por Felipão na coletiva de imprensa da última quinta-feira após a vitória contra o Paulista no Pacaembú.

Com 20 anos, Fábio chegou ao Palmeiras em 2005 e depois de passar por todas as divisões de base e ser convocado para a seleção brasileira, ele vem treinando na equipe profissional desde meados de 2010.

Junta-se a Marcos, Deola, Bruno e Raphael Alemão na verdadeira seleção brasileira de goleiros esmeraldinos.

Forza garoto!


2 - Gambás


Decide hoje se passará mais um vexame em sua história internacional ou se ganhará uma sobrevida para ser eliminado no grupo da morte na próxima fase. Não contará com o lateral ajeitador de meias.

Será transmitido simultaneamente ao jogo do Verdão contra o Mirassol, de modo que o ideal é assistir em um daqueles botecos da Vila Madalena com 15 TVs. Assim, dá pra acompanhar as duas partidas, torcendo por 100% de aproveitamento: vitórias do Verdão e do Tolima.

E domingo, com o Tite demitido, o caixão será devidamente fechado pelos lados da Marginal sem número, após serem atropelados pela esquadra palmeirense.


3 - Conselheiros


A eleição para o Conselho Deliberativo do Palmeiras nunca teve tanta importância como agora. Isto porque a atual administração já se mostrou contrária à reforma estatutária para eleições diretas no clube, de modo que os eleitos agora decidirão o próximo presidente.

Pelo andar da carruagem, manobras de bastidores, a exemplo do que ocorreu durante vários anos, promete virar regra. Aguardamos ainda a nomeação da nova Diretoria de Sindicância para sabermos efetivamente quem manda pelos lados de Palestra Itália, se o atual ou aquele ex-presidente que aparece diariamente na TV.

Por isso, cada palmeirense com direito a voto deve pensar muito antes de escolher o seu representante no Conselho. Deve verificar se apóia um lado ou outro e se costuma mudar de idéia conforme a posição da lua.

Este editor-chefe de Prisco Palestra apóia o candidato Mateus Lupo Junior, nº 221, da chapa União Verde Branca, amigo de longa data, fervoroso palmeirense e que possui pensamento de modernidade muito próximo ao nosso.

Em breve postaremos matéria especial entrevistando o candidato. Perguntas dos amigos que acompanham o blog poderão ser feitas.

Abraço e Avanti Palestra!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Memórias da fila

Natal de 1992. Então, aos 20 anos, já tinha passado por Guarani, XV de Jaú, Inter de Limeira e Bragantino. Naquele ano sucumbia diante do S. Paulo, do memorável Telê.

Sem gritar campeão desde 1976, digo gritar mesmo, pois estava no Palestra, aos 04 anos de idade, com mais de 35 mil pessoas, em companhia de meu avô e de meu querido tio, ilustre palmeirense, que abaixo será citado, na final contra o XV de Piracicaba, naquele que seria o último grande jogo da Segunda Academia .

Pois bem, naquela noite de Natal, 1992, família reunida, dia de alegria, vinho e harmonia.
Como combinado, por volta de das 9 da noite, um primo nosso, que deixo de revelar o nome, bambi, primo não de sangue, eis que apenas casado com uma distante prima jeitosinha, chega a nossa reunião familiar, trajado de Papai Noel, para alegria geral da criançada, que de suas mãos recebiam os presentes solicitados nas cartinhas previamente “postadas”. 

Qual não foi minha surpresa, quando, ao final da entrega dos presentes das crianças, o tal Papai Noel retorna a sala de estar, com um ultimo pacote, gritando meu nome e do meu tio, dizendo ser uma entrega especial.

Ao abrir o embrulho, nos deparamos com uma camisa oficial do São Paulo FC, aquele mesmo que alguns dias antes havia nos batidos nos dois jogos finais do Paulistão 92, apesar do belo futebol que apresentamos.

Meu tio não teve dúvida, com as mãos e os pés, fez uma espécie de alavanca, na tentativa de partir a camisa em três e introduzir no orifício anal do bom velhinho.

A alavanca não deu certo, ele foi para o chão, grito de dor, costela na mesinha de centro, olhos esbugalhados e logo fechados.

Não me contive e parti pra cima do Santa Claus, voou pano vermelho, pano preto do saco já vazio, bota, enchimento de barriga, cinto de couro, barba postiça e até um dente da figura natalina pôde ser recolhido do chão mais tarde.

Meus primos, palestrinos, faziam uma espécie de corrente humana para que eu pudesse me entender pessoalmente com o velhinho.

A situação foi catastrófica, tristeza familiar absoluta, muito choro, a briga foi feia. Fiquei descontrolado, mas só via na minha frente aquele escudo, em forma de pizza de pimentão, o número 10, abaixo do nome do irmão homossexual do Dr. Sócrates.

Naquele Natal, nossa celebração acabou mais cedo, antes da ceia. Nem preciso dizer que minha mãe ficou muito triste e aborrecida comigo, diferentemente de meu tio, que hoje descansa no céu, ao lado de Heitor, Vavá, Carnera, Junqueira e outros ídolos.
  
Abraços, Hooligan.